Contos de terros

Meus contos:


Íris

   Quem conhecia Íris sabia que ela não era normal. Era uma garota de 12 anos, quieta, com olhar profundo, só conseguia falar sobre a morte e dor, seu maior prazer era ver a infelicidade dos outros como se aquilo alimentasse sua alma, sentia repugnância pelas pessoas.
   Vivia sozinha, não tinha amigos e todos tinham medo dela. Ela nunca havia feito nada que assustasse as pessoas tirando sua aparência diabólica. Ate que em uma sexta-feira dia 14. Iris levantou da cama às 3 da manhã, foi até a cozinha, subiu em uma cadeira e pegou a arma que o pai policial guardava em cima da estante. Foi até o quarto dos pais, entrou e atirou no rosto do pai. A mãe acordou assustada com todo aquele sangue e começou a gritar. Íris atirou bem na cabeça da mãe e tranquilamente voltou ao seu quarto e dormiu.
   As sete da manhã levantou normalmente, trocou de roupa, pegou a arma e foi para a escola. Como outro dia qualquer, sentou no fundo da sala e ficou as três primeiras aulas sem se mexer e sem falar nada.
   Assim que a professora saiu da sala para ir ao banheiro, ela levantou com a arma escondida, foi à frente da turma e atirou na sua cabeça em frente a todos os seus colegas.
   Os corpos dos pais foram encontrados duas horas depois do suicídio de Íris.
                                                                                                     Suh Rodrigues

  
Poço do Diabo
        
    Era uma típica quarta-feira chuvosa, eu e minha amiga Alana resolvemos ir ate a casa da avó dela para pegarmos umas coisas que havíamos esquecido. Para chegar lá havia dois caminhos: pela ponte ou por um atalho pela floresta.
  Alana sugeriu que fossemos pela floresta, pois era muito mais rápido do que ir pela ponte, eu a principio não gostei muito da idéia mais acabei concordando.
  A floresta era enorme e aquilo me assustava. Andamos um pouco por entre as gigantescas arvores ate que ouvimos uns barulhos de tambor e gritos. Eu queria continuar seguindo o caminho ate a casa da avó da Alana, só que ela queria ir ver o que era aqueles barulhos. Eu implorei para que ela tirasse essa idéia da cabeça, mas não adiantou.
  Resolvemos então ir ver o que era, seguimos os sons e chegamos a um poço onde havia muitas pessoas ao redor dele.
  Nos escondemos e ficamos observando aquela cena. Uma das moças que estava perto do poço começou a gritar coisas sobre o poço do diabo sacrifícios, apontou para uma menina, que deveria ter no Maximo 19 anos, que estava amarrada em uma das arvores e amordaçada.
  A moça que estava celebrando o ritual se mexia de um lado pro outro como se estivesse possuída, gritava, cuspia dentro do poço. A cada grito dela o meu medo subia mais e por final ela desamarrou a moça, que foi levada ate o poço arrastada por dois caras. Desenharam na testa dela os números 666 e pegaram uma faca enorme na qual enfiaram na barriga dela seis vezes seguidas. A cada facada todos gritavam:
  - Te ofereço essa alma Satan.
   Aquilo foi muito assustador. Eu tremia muito, era a coisa mais horrível e cruel que já tinha visto.
  Por fim quando a moça morreu, eles pegaram à faca e lamberam o sangue todo, em seguida jogaram seu corpo no poço.
  Eu e Alana ficamos pasmas e com muito medo. Tentamos não nos mexer para que eles não vissem que estávamos lá.
  Esperamos todo mundo ir embora e fomos ate o poço. Chegando lá olhamos para ver o corpo da moça, mas misteriosamente havia sumido.
                                                          
                                                                  Suh Rodrigues                  
              


             O banheiro

Era uma segunda feira, eu havia chegado da escola e estava sozinha em casa. Meus pais estavam trabalhando, então fui direto pro banheiro tomar banho.

  Fiquei lá por uns dez minutos, quando terminei o meu banho, peguei a toalha e fui me olhar no espelho que tem perto da pia. Quando cheguei perto pude ver como se alguém estivesse atrás de mim, era um vulto.

  Comecei a gritar, mas só piorou as coisas. A porta do banheiro bateu e trancou-se sozinha. Tentei abri-la de qualquer jeito, mas não conseguia. Gritei mais ainda e coisas começaram a cair da pia, sentei no chão para me proteger das coisas que eram atiradas em mim.

  Eu pedia por socorro e rezava todo o pai nosso, o vulto parecia se aproximar cada vez mais de mim e eu continuava rezando pra que tudo aquilo passa-se. Corri ate a porta e tentei soca-la para que ela abrisse só que algo me puxou com força e me jogou contra a parede. Só me lembro de bater forte com a cabeça e cair no chão, à porta se destrancou e eu apaguei.

  Acordei com a minha mãe no banheiro gritando por eu estar sangrando, e pelo banheiro estar um caos. Contei o ocorrido e nos mudamos daquela casa na mesma noite.

                                                                                       Suh Rodrigues

O cara do prédio
 

Era uma sexta-feira à noite. Eu voltava da festa de uma amiga minha, já estava na frente do prédio onde moro quando um rapaz que morava no mesmo prédio que eu, chegou perto de mim e falou:
  - Por favor, você pode me ajudar?
  Fiquei assustada, mas acabei concordando em ajudá-lo.
  - Eu preciso ir embora, mas antes de ir eu preciso que você fale para a minha esposa que eu amo muito ela e que apesar da nossa briga na noite anterior eu perdoou ela de tudo que aconteceu e fale para ela parar de se culpar e seguir a vida.
  - Ta bom.
  Ele me agradeceu e saiu andando. Quando olhei pra trás ele já havia sumido.
  Cheguei em casa e fui dormir, era muito tarde pra dar algum recado. Pela manhã bati na porta da moça. Ela chorava muito. Pensei que ela estava daquele jeito pelo fato do marido ter ido embora sabe-se lá pra que cidade ou pais.
  - Desculpe incomoda-la, sinto muito pelo seu marido ter ido embora.
  Ela chorou ainda mais e soluçando falou:
  - Ele era muito novo pra morrer.
  - Morrer?
  Ela me olhou espantada:
  -Sim, ele morreu.
  -Quando?
  -Ontem a noite.
 Fiquei pasma e contei tudo o que ele tinha me falado, ela simplesmente me abraçou, me agradeceu e eu fui embora.

                                                                                                           Suh Rodrigues





As flores da morteConta-se que uma moça estava muito doente e teve que ser internada em um
hospital. Desenganada pelos médicos, a família não queria que a moça soubesse
que iria morrer. Todos seus amigos já sabiam. Menos ela. E para todo mundo que
ela perguntava se ia morrer, a afirmação era negada.

Depois de muito receber visitas, ela pediu durante uma oração que lhe enviassem
flores. Queria rosas brancas se fosse voltar para casa, rosas amarelas se fosse
ficar mais um tempo no hospital e estivesse em estado grave, e rosas vermelhas
se estivesse próxima sua morte.

Certa hora, bate a porta de seu quarto uma mulher e entrega a mãe da moça um
maço de rosas vermelhas murchas e sem vida. A mulher se identifica como
"mãe da Berenice". Nesse meio de tempo, a moça que estava dormindo
acordou, e a mãe avisou pra ela que a mulher havia deixado o buquê de rosas,
sem saber do pedido da filha feito em oração.

Ela ficou com uma cara de espanto quando foi informada pela mãe que quem havia
trazido as rosas era a mãe da Berenice. A única coisa que a moça conseguiu
responder era que a mãe da Berenice estava morta há 10 anos.

A moça morreu naquela mesma noite. No hospital ninguém viu a tal mulher
entrando ou saindo.


O Mosteiro de Satanás  1952, quinta feira, dia 23 de dezembro. Leonel sai de casa para passar o
natal com a família no Rio de Janeiro. Nas estradas mineiras chovia como ele
nunca tinha visto antes. Sozinho no carro Leonel sentiu um calafrio como se
estivesse prestes a morrer. Na mesma hora ele parou o carro. Começou a sentir febre
e a suar frio. Na estrada não passava um veículo e a chuva tinha apertado mais.
Quase cego com a tempestade Leonel avista uma luminosidade não muito longe
dali. Caminhando com dificuldade o pobre homem chega até o portão do que
parecia ser um mosteiro franciscano . Ele bate na porta e grita por ajuda mas
desmaia antes dela chegar.
Leonel acorda com muita dor de cabeça em um quarto escuro. Ele estava deitado
numa cama simples e pela janela podia ver que a chuva não havia reduzido.
Quando tentou levantar-se da cama a porta se abre e um homem alto vestido de
monge entra no quarto. "Você deve deixar o mosteiro imediatamente."
falou, com uma voz preocupada. "Estou doente, não podem me mandar embora
deste jeito, por favor deixe-me ficar.", agonizou Leonel quase chorando. O
monge não disse mais nada e se retirou do recinto. Preocupado em ter que ir
embora Leonel se levanta e sai do quarto sorrateiramente. O lugar mais parecia
um calabouço medieval. O coitado não sabia o que fazer. Por instinto
Leonel  desce as escadas da masmorra. Uma voz o chama. Ela vem de uma
cela, a porta está trancada e pela pequena grade um homem magro de cavanhaque
conversa com Leonel. "Amigo, você precisa me ajudar. Esses monges me
prenderam aqui e me torturam quase diariamente. E eles farão isso com você
também se não fugirmos logo. Por fa..."Antes do sujeito concluir o monge
alto grita com Leonel. "Saia daí!!!" agarrando-o pelo braço o monge
arrasta o enfermo rapaz escada acima. O pobre Leonel não tinha forças para
reagir e foi levado facilmente.
Já em uma sala gigantesca repleta de monges Leonel se vê como um réu sendo
julgado. O franciscano que parecia o líder falou. "Rapaz, você deve ir
embora imediatamente. Foi um erro nosso tê-lo deixado entrar aqui. Sabemos do
seu estado de saúde mas não podemos deixá-lo ficar". Leonel mal ouviu o
homem e desmaiou novamente. O infeliz viajante acorda mais uma vez na masmorra.
A porta do quarto estava aberta e Leonel sai a procura do homem que estava
preso no andar de baixo. Sem vigília, ele consegue chegar até a cela do
magrelo. Mal se aproxima e Leonel é surpreendido com o sujeito na pequena grade
já pedindo ajuda. “Por favor, me tire daqui. Eles vão nos torturar, eles são de
uma seita maligna. São adoradores de Satanás.” Tremendo como uma vara verde em
dia de chuva, Leonel corre atéum pequeno depósito em busca de uma ferramenta
capaz de abrir a cela. Minutos depois ele retorna com um imenso pé de cabra.
Com um pouco de esforço a porta é arrombada. O sujeito magro sai correndo da
cela e rindo como se uma piada hilária tivesse acabada de ter sido contada. Sem
saber do que se tratava, Leonel corre também, mas dá de cara com um monge de
quase dois metros de altura. “ O que você acaba de fazer, maldito?!” Rugiu o
franciscano. “Me solte! Me solte seu filho de Satanás!” Gritava Leonel tentando
se soltar do agarrão  do monge. Com um olhar de temor e raiva o homem alto
encara o pobre Leonel... “Você não sabe o que fez... sua vida está condenada
agora. Você acaba de libertar o próprio Satanás. E ele fará de você o seu servo
predileto. Sua alma será dele”. Logo após o monge ter terminado de falar Leonel
dá um grito de pavor... seu último grito de pavor. Naquele instante o pobre e
inocente viajante acaba de ter um fulminante ataque cardíaco que levou sua alma
literalmente para  os quintos dos Infernos, ao lado do, agora, seu eterno
mestre, Satanás.


Casa dos Rostos
Ao entrar em sua modesta cozinha em uma abafada tarde de agosto de 1971, Maria
Gomez Pereira, uma dona de casa espanhola, espantou-se com o que lhe pareceu um
rosto pintado no chão de cimento.

Estaria ela sonhando, ou com alucinações? Não, a estranha imagem que manchava o
chão parecia de fato o esboço de uma pintura, um retrato.

Com o correr dos dias a imagem foi ganhando detalhes e a noticia do rosto misterioso
espalhou-se com rapidez pela pequena aldeia de Belmez, perto de Cordoba, no sul
da Espanha. Alarmados pela imagem inexplicável e incomodados com o crescente
número de curiosos, os Pereira decidiram destruir o rosto; seis dias depois que
este apareceu, o filho de Maria, Miguel, quebrou o chão a marretadas. Fizeram
novo cimento e a vida dos Pereira voltou ao normal.

Mas não por muito tempo. Em uma semana, um novo rosto começou a se formar, no
mesmo lugar do primeiro. Esse rosto, aparentemente de um homem de meia idade,
era ainda mais detalhado. Primeiro apareceram os olhos, depois o nariz, os
lábios e o queixo.

Já não havia como manter os curiosos a distância. Centenas de pessoas faziam
fila fora da casa todos os dias, clamando para ver a "Casa dos
Rostos". Chamaram a policia para controlar as multidões. Quando a noticia
se espalhou, resolveu-se preservar a imagem. Os Pereira recortaram
cuidadosamente o retrato e puseram em uma moldura, protegida com vidro,
pendurando-o então ao lado da lareira.

Antes de consertar o chão os pesquisadores cavaram o local e acharam inúmeros
ossos humanos, a quase três metros de profundidade. Acreditou-se que os rastos
retratados no chão seriam dos mortos ali enterrados. Mas muitas pessoas não
aceitaram essa explicação, pois a maior das casas da rua fora construída sobre
um antigo cemitério, mas só a casa dos Pereira estava sendo afetada pelos
rostos misteriosos.

Duas semanas depois que o chão da cozinha foi cimentado pela segunda vez, outra
imagem apareceu. Um quarto rosto - de mulher - veio duas semanas depois.

Em volta deste ultimo apareceram vários rostos menores; os observadores
contaram de nove a dezoito imagens.

Ao longo dos anos os rostos mudaram de formato, alguns foram se apagando. E
então, no inicio dos anos oitenta, começaram a aparecer outros.

O que - ou quem - criou os rostos fantasmagóricos no chão daquela humilde casa?
Pelo menos um dos pesquisadores sugeriu que as imagens seriam obra de algum
membro da família Pereira. Mas alguns quimicos que examinaram o cimento
declararam-se perplexos com o fenômeno. Cientistas, professores universitários,
parapsicólogos, a policia, sacerdotes e outros analisaram minuciosamente a
imagem no chão da cozinha de Maria Gomes Pereira, mas nada concluiram que
explicasse a origem dos retratos.



Tesouro macabroA história que contarei a seguir é sobre dois amigos de infância, Pablo e José.
Os dois eram mexicanos e andarilhavam em direção de San Juan, um pequeno
vilarejo na província de Chiapas.

Estava chovendo muito e os cavalos já estavam inquietos. Pablo observara uma
caverna em meio às árvores e exclamou: "Veja José, uma gruta seca. Vamos
usá-la como abrigo até a chuva passar." José não titubeou e seguiu seu
amigo até a tal gruta. Lá dentro, os dois se abrigaram e acomodaram os cavalos.
A caverna era gelada e José sentiu um calafrio que percorreu sua espinha.
"Vamos sair daqui Pablo, esta caverna me dá arrepios." Balbuciou José
tremendo de frio e medo. "Bobagem! Lá fora podemos até morrer naquele
temporal. Aqui nós estamos secos e seguros."Retrucou Pablo.

A chuva não dava nem um sinal de cessar. José estava impaciente e Pablo curioso
com a caverna. "Vamos lá para o fundo, estaremos mais seguros lá."
Entusiasmou-se Pablo. "Estas louco homem, podemos nos perder naquela escuridão."
Protestou José. "Covarde! Vamos lá, seja homem pelo menos uma vez nessa
sua vida." Ameaçou Pablo com um sorriso sarcástico. Mesmo temendo pela sua
própria vida, José segue o amigo até o fundo da caverna. Pablo, indo na frente,
acende um fósforo e se surpreende com o que vê. Jogado ao chão, milhares de
moedas de ouro e prata e até algumas jóias que refletiam a luz do fósforo.
Junto delas, um esqueleto humano. Pablo dá uma gargalhada e grita."Estamos
ricos José, ou melhor, estou rico José!" Virando-se imediatamente para o
amigo e apontando a garrucha diretamente para a testa dele. Pablo dá um sorriso
e vê o pavor do amigo que suplica."Não Pablo, pelo amor de Deus... nós
somos amig...." E um estrondo interrompe a voz de José. Com um tiro certeiro,
Pablo espalha os miolos do amigo no chão... "He, he, he...agora o ouro é
só meu, todo meu." Recolhendo o tesouro e colocando-o num saco, Pablo já
vai até pensando no que fazer com o dinheiro.

O tempo passa e a chuva também. Com o tesouro devidamente embalado, Pablo sai
da caverna sorrindo e gozando do cadáver do amigo."Pena que você não
poderá se divertir com este dinheiro companheiro." Pablo coloca o saco com
o tesouro no lombo do cavalo e ruma para o vilarejo. Chegando lá, ele vai
diretamente para uma pensão contabilizar o seu achado. Euforicamente, Pablo
sobe para o seu quarto mal podendo conter sua alegria. Já no quarto, o homem
tranca a porta e joga o saco no chão. Ao abri-lo, Pablo depara-se com uma cena
inesperada e pavorosa. "Não, não pode ser !!!" Agoniza o coitado. Ao
invés do tesouro, ele encontrou o cadáver rígido de seu amigo José.




Os ruídos da morte
Extraído do Livro chamado: "O Livro dos Fenômenos Estranhos" de
Charles Berlitz

Os habitantes das ilhas Samoa acreditam que, quando a morte se aproxima,
pancadas secas paranormais são ouvidas na casa da vítima.

Esse estranho fenômeno já foi chamado de ruídos da morte, e sua existência
representa mais do que mero folclore.

Genevieve B. Miller, por exemplo, sempre ouviu esses estranhos ruídos, principalmente
na infância. As pancadas ocorreram durante o verão de 1924 em Woronoco,
Massachusetts, quando sua irmã, Stephanie, ficou acamada com uma doença
misteriosa.

Enquanto a menina permanecia na cama, ruídos estranhos, semelhantes a batidas
feitas com os dedos, ecoavam pela casa. Eles soavam de três em três, sendo que
o primeiro era mais longo do que os outro dois.

Certa vez, o pai de sra. Miller ficou tão irritado com os ruídos que arrancou
todas as cortinas das janelas da casa, culpando-as por aquele barulho infernal.
Contudo, essa demonstração de nervosismo de pouco adiantou para terminar com
aquele sofrimento.

No dia 4 de outubro, já se sabia que Stephanie estava morrendo. Quando o médico
chegou, ele também ouviu as pancadas estranhas.

- O que é isso? - perguntou, voltando-se para tentar descobrir a fonte do
barulho.

Quando se virou novamente para a pequena paciente, ela pronunciou suas últimas
palavras e morreu. As pancadas diminuíram a atividade após a morte de
Stephanie, porém nunca chegaram a parar de todo. Elas voltaram, ocasionalmente,
quando a família se mudou para uma casa nova.

Então, em 1928, o irmão de Stephanie morreu afogado quando a superfíc ie
congelada de um rio, sobre a qual caminhava, quebrou-se. A partir dessa época,
os ruídos da morte nunca mais foram ouvidos.


Casa mal assombradaO ano era 1944. Carlos que antes morava em Itaperuna - RJ, iria se mudar para
Natividade, RJ. Estava a procura de uma casa e depois de algumas visitas,
encontrou uma que seria ideal para acomodar sua família. Ao sair da casa, os
vizinhos o alertaram de que ela era mal assombrada pelo espírito do antigo
morador conhecido como "Manoel Açougueiro". Carlos que era metido a
valentão ignorou os avisos dos futuros vizinhos e a família mudou-se na semana
seguinte.

Depois de um mês instalados, a mãe e os filhos começaram a ouvir todas as
noites, sem falta, às 22:00 horas em ponto, batidas na porta. Quando iam
atender, não havia ninguém e o portão ficava sempre trancado com cadeado. Não
havia tempo suficiente para alguém bater e pular o muro sem que ninguém
percebesse. Carlos que sempre chegava após às 22:00 horas, não acreditava em
tal estória.

Porém um dia, Carlos chegara mais cedo em casa e novamente às 22:00 horas
bateram na porta. Carlos correu até a porta e não vendo ninguém por perto,
gritou aos quatro cantos:

- "Manoel, é você? Se for você mesmo, apareça."

Para espanto de todos, nesta noite, à meia-noite o neném acordou chorando e
Carlos ao entrar no quarto viu um cachorro branco dentro do berço. Ninguém na
casa via o tal cachorro, mas Carlos insistia em tentar bater no cachorro com um
cinto e acabava por acertar o bebê.

Apesar de toda a confusão da noite, Carlos ainda duvidava de que havia um
fantasma na casa. No fim de semana, na sexta-feira, Carlos voltou a gritar aos
quatro cantos da casa, fazendo dessa vez, um desafio ao tal fantasma.

- "Se tiver alguém aqui mesmo, que atire essas almofadas que estão na sala
para o outro quarto."

De madrugada o filho mais velho da família, que também se chamava Carlos,
acordou desesperado gritando que alguém havia atirado almofadas em sua cabeça
enquanto dormia.

Carlos no dia seguinte, procurou o Monsenhor que providenciou a celebração de
uma missa em intenção a alma de "Manoel, o Açougueiro". Desde aquela
data, nunca mais ninguém ouviu batidas na porta da casa às 22:00 horas.
    

GWARACH-Y-RHIBIN
O significado do nome Gwrach-y-rhibyn,
literalmente é "Bruxa da Bruma" mas é mais comumente chamada de
"Bruxa da Baba". Dizem que parece com uma velha horrenda, toda
desgrenhada, de nariz adunco, olhos penetrantes e dentes semelhantes a presas.
De braços compridos e dedos com longas garras, tem na corcunda duas asas negras
escamosas, coriáceas como a de um morcego. Por mais diferente que ela seja da adorável
banshee irlandesa, a Bruxa da Baba do País de Gales lamenta e chora quando
cumpre funções semelhantes, prevendo a morte. Acredita-se que a medonha
aparição sirva de emissária principalmente às antigas famílias galesas. Alguns
habitantes de Gales até dizem ter visto a cara dessa górgona; outros conhecem a
velha agourenta apenas por marcas de garras nas janelas ou por um bater de
asas, grandes demais para pertencer a um pássaro.

    Uma antiga família que teria sido assombrada pela
Gwrach-y-rhibyn foi a dos Stardling, do sul de Gales. Por setecentos anos, até
meados do século XVIII, os Stardling ocuparam o Castelo de São Donato, no
litoral de Glamorgan. A família acabou por perder a propriedade, mas parece que
a Bruxa da Baba continuou associando São Donato aos Stardling.
    Uma noite, um hóspede do Castelo acordou com o som de uma
mulher se lamuriando e gemendo abaixo de sua janela. Olhou para fora, mas a
escuridão envolvia tudo. Em seguida ouviu o bater de asas imensas. Os
misteriosos sons assustaram tanto o visitante que este voltou para cama, não
sem antes acender uma lâmpada que ficaria acesa até o amanhecer. Na manhã
seguinte, indagando se mais alguém havia ouvido tais barulhos, a sua anfitriã
confirmou os sons e disse que seriam  de uma Gwrach-y-rhibyn que estava
avisando de uma morte na família Stardling. Mesmo sem haver um membro da
família morando mais  no casarão, a velha bruxa continuava a visitar a
casa que um dia fora dos Stardling. Naquele mesmo dia, ficou-se sabendo que o
último descendente direto da família estava morto.


A Virgem do Poço Havia no Japão Feudal do século XVII uma bela jovem de nome Okiko. Essa jovem
era serva de um Grande Senhor de Terras e Exércitos, seu nome era Oyama Tessan.
Okiko que era de uma família humilde, sofria assédios diários de seu Mestre,
mas sempre conseguia se manter longe de seus braços.
Cansado de tantas recusas, Tessan arquitetou um plano sórdido para que Okiko se
entregasse à ele. Certo dia, Tessan entregou aos cuidados de Okiko uma sacola
com 9 moedas de ouro holandesas -mas dizendo que havia 10 moedas- para que as
guardasse por um tempo. Passado alguns dias, Tessan pediu que a jovem
devolvesse as "10" moedas.
A donzela, ao constatar que só havia 9 moedas, ficou desesperada e contou as
moedas várias vezes para ver se não havia algum engano. Tessan se mostrou
furioso com o "sumiço" de uma de suas moedas, mas disse que se ela o
aceitasse como marido, o erro seria esquecido. Okiko pensou a respeito e
decidiu que seria melhor morrer do que casar com seu Mestre. Tessan furioso com
tal repúdio, agarrou a jovem e a jogou no poço de seu propriedade. Okiko morreu
na hora.

Depois do ocorrido, todas as noites, o espectro de Okiko aparecia no poço com
ar de tristeza, pegava a sacola de moedas e as contava... quando chegava até a
nona moeda, o espectro suspirava e desaparecia. Tessan assistia aquela
melancólica cena todas as noites, e torturado pelo remorso, pediu ajuda à um
amigo para dar um fim àquela maldição.

Na noite seguinte, escondido entre os arbustos perto do poço, o amigo de Tessan
esperou a jovem aparecer para dar fim ao sofrimento de sua alma. Quando o
fantasma contou as moedas até o 9, o rapaz escondido gritou: ...10!!! O
fantasma deu um suspiro de alívio e nunca mais apareceu.

Essa Lenda do século XVIII,  é uma das mais famosas do folclore japonês. 


  O Melhor Amigo do HomemNo interior de Minas contam uma história de um sujeito que perdeu-se em uma
mata. ficou vagando por dias, sem água ou comida. Todo maltrapilho e à beira da
morte viu de longe em uma clareira um cão que latia para ele. Por um momento
pensou que fosse uma alucinação causada pelo seu estado debilitado. Chegando
mais perto, pode ver que se tratava de um cão de verdade que se afastava a
passos lentos cada vez que o sujeito se aproximava.

Pensou então com ele: "Se há um cachorro aqui, devo estar perto de alguma
habitação. Alguém deve morar por perto. Vou segui-lo."

Andou na direção do animal, que se afastava como que mostrando um caminho para
o homem. Após alguns horas o sujeito pode ver uma pequena casinha mal
construída, feita de barro e palha, onde um casal sentado à porta, conversava
sobre amenidades.

Feliz e desesperado, o homem correu na direção dos dois moradores, sentindo-se
salvo.

Assustados, os dois receberam o homem tentando entender o que havia se passado.
Depois de beber um pouco d'água e se recuperar, o sujeito contou a história,
falando do cachorro que o havia guiado pela mata até o local onde estava agora.

Entreolhando-se, os dois moradores desconfiaram da história, dizendo que não
havia nenhum cachorro pelas redondezas. Ele, então, se propôs a levar os dois
céticos ao local onde havia visto o cachorro pela primeira vez.

Ao chegar lá, nada viram a não ser uma cruz sobre uma cova rasa, que o morador
informou tratar-se do túmulo do filho, que havia sido assassinado por uma
matilha de lobos. 
          


Coração vermelho


"Uma menina estava sozinha em casa a noite, seus pais tinham viajado e chegariam cedo no dia seguinte, ela estava amedrontada, não gostava de estar sozinha em uma casa tão grande e escura, então resolveu ligar a TV, era o noticiário, para piorar sua situação a noticia era de um procurado da policia, havia fugido da cadeia no bairro vizinho ao que ela morava, e antes de sair o fugitivo alto, barbado e com a tatuagem de um coração vermelho em seu pé, havia escrito palavras de terror na parede da cela, avisando q mataria mais pessoas pelo que ele passou na cadeia, para mostrar que toda aquela pressão na qual ele foi submetido na cadeia, não mudava nada. Desesperada a menina desligou a TV e afundou na escuridão de seu quarto, tentou relaxar, fazia de tudo para tirar aquele pensamento de que o assassino poderia esta em sua rua no momento e então, colocou o travesseiro entre as pernas como de costume, e cobriu todo o seu corpo, fechou os olhos e tentou dormir, foi quando ela ouviu um barulho da sala antes de seu quarto, entrou em pânico, e ligou a TV novamente, e após ligar, um barulho de algo caindo na sala, como se alguém tivesse se assustado. Mas como? Ela estava sozinha! Quem estava lá? O que? Eram 3 da madrugada, seus pais não iriam ter chegado, ela começou a gelar, não sabia o que fazer, ouviu passos se aproximando, seu coração estava acelerado, ela começou a tremer, vontade de chorar, tinha que ser coisa da cabeça dela, mas então os passos aumentaram, e foram chegando mais perto, ela ficou em choque, e correu para debaixo da cama, e ficou lá prendendo o choro de pânico, sua veia pulsante de medo, uma pessoa entrou no quarto dela, e foi se aproximando, ela olhou por debaixo da cama, e só conseguia ver uma mancha vermelha, em um pé.... ERA UMA TATUAGEM DE CORAÇÃO EM UM PÉ MASCULINO
ELA PRENDEU A RESPIRAÇÃO, NÃO SABIA OQ FAZER!!!!!!!
E ENTÃO O SILÊNCIO.
O HOMEM PAROU COM OS PÉS BEM PERTO DELA, AO LADO DA CAMA E FOI BAIXANDO, ATÉ QUE ELE SE AGACHANDO PARA OLHAR EM BAIXO DA CAMA, ESTAVA COM SEU ROSTO E SEUS OLHOS BEM ABERTOS ENCARANDO A MENINA QUE EM PANICO GRITOU
O grito foi ficando estranho, ficando mais perto... E ela abriu os olhos, assustada com o próprio grito, e com o travesseiro entre as pernas, coberta até a cabeça..."


O BaileEra um sábado à noite... O baile iria começar às 23:00 hs. Todos chiques, bem
arrumados, vestidos para uma noite de gala. Mulheres lindas, homens charmosos.

Richard tinha ido ao baile sozinho. Não tinha namorada, apesar de ser muito
bonito. No baile conheceu uma moça muito bonita que estava sozinha e procurava
alguém com quem dançar.

Richard dançou com ela a noite toda, e conversaram por muito tempo. Acabaram se
apaixonando naquela noite, mas tudo só ficou na conversa e no romantismo. No
final do baile, Richard prometeu que levaria a moça embora, mas de repente ela
sumiu. Ele procurou-a por todo o salão por muito tempo. Como não encontrou,
desistiu e foi embora.

No caminho para sua casa, ainda muito triste, ele passou em frente ao cemitério
e viu a moça entrando lá. Desconfiou do que tinha visto... suspeitou que fosse
o cansaço e que estivesse sonhando.

Quando Richard chegou em casa, ele não conseguia dormir, nem parava de pensar
na cena que tinha visto da moça entrando no cemitério.

Quando amanheceu o dia, Richard não se conteve e foi ao cemitério. Estava vazio
e ele não encontrou ninguém. Passando por um dos túmulos, ele encontrou a foto
da garota, vestida como no baile. E lá estava registrado que ela tinha morrido
há dez anos.

E um detalhe: Ninguém viu a moça com que Richard dançou a noite toda, a não ser
ele. Ninguém mais viu a tal mulher entrando ou saindo
.

Terror no  internato














Eu e meu amigo tinhamos feito o jogo do copo no nosso quarto que no inicio não pegava com o que não estavamos acreditando então tentamos fazer mais uma vez.
Então o copo se mexeu e eu e meu amigo se cagamos comoçamos a perguntar quem era e deu Ba’al (que é um demônio), Nós tinhamos visto O Ritual na semana retrazada que falava sobre o Ba’al com isso o nosso quarto nunca mais foi o mesmo…Coisas estranhas começaram a acontecer e pessoas do internato começaram a encarnar o Ba’al e eles fizeram mal par nós…Nós nunca mais conseguimos dormir com as luzes apagadas, pois sempre objetos caíam e na escuridão vultos apareciam.
4 pessoas até hoje já dezapareceram do internato depois de estarem possuidas pelo Ba’al.


O dia da Meia-Noite  

Numa cidade do interior de Minas Gerais, chamada Ibiá, conta-se um "causo", que segundo os moradores não é ficção, mas sim realidade. Na década de 60, uma enfermeira, filha de criação de um grande fazendeiro, iria se casar. Linda era a senhorita, cabelos negros e longos, pele morena, corpo de violão, rosto de anjo, lábios carnudos e sensuais. (perai... isso é um "causo" ou um anúncio de massagens?) Seu noivo, um rapaz da cidade grande, segundo boatos, estaria mais interessado nas fazendas da família, do que na voluptuosa senhorita. Chegado o grande dia, tudo estava certo: Uma grande festa na fazenda, a capela já estava ornamentada e o padre se preparava tomando "alguns" cálices de vinho. os convidados chegavam aos poucos, e o comentário era que os noivos viajariam para a "Europa" em lua de mel. No grande momento, eis que entra na capela, a linda noiva, deslumbrando beleza e felicidade. Mas o noivo ao vê-la, corre e no meio da capela grita: - "Sinto Muito! Não a amo. E as fazendas do seu pai não são suficientes para comprar esse casamento." Em seguida o noivo foge e a pobre donzela, aos prantos, se tranca em seu quarto. Pela manhã, ao arrombarem a porta, deparam-se com uma cena horrorosa: A noiva, nua, só de véu e grinalda enforcara-se com lençóis. Estava pendurada no lustre do seu quarto. A data do casamento: 20 de Maio. Conta-se que até hoje, nesta mesma data, à meia noite, a linda noiva aparece, nua, cavalgando pelas ruelas da pequena Ibiá, dando gritos de horror e desespero!

O homem de fogo
Na cachoeira, em frente à moita de espinhos, sem ter como fugir, Priscila lhe impunha as pernas e um fio de água  brotando entre cochas para cair sobre seu rosto. Tinha-o como um palerma, por isso urinava sobre ele.
Tinha a força de um tanque, o rapaz claro e quieto, cujo olhar pôs-se a mirar aquela pele de fêmea.
Não sabia que sentia era algo mais selvagem que a sua própria forma de vida.
Ela sentiu-se furtada por aquele olhar e fugiu de suas vistas.
Deitado ficou sobre a negra rocha de granito, de textura rugosa... Aqueceu-se ao sol e por aquelas lembranças.
Dois dias depois, vieram sentar ao seu lado os garotos da fazenda, notando o seu olhar perdido e triste.
A jovem pertencia a mais alta classe do país e só aparecia quando o pai fugia do mundo dos negócios e do estresse da cidade.
Ouvia-se da varanda um belo melro a assobiar, enquanto o pobre jovem recebia visitantes em seus ombros. Eram os pássaros da floresta que queriam colher as sementes frescas que tinha em sua mão. Eles os serviam desde criança.
Quando mais tarde, um cheiro de fumaça e flor de violetas denunciava o incêndio nos jardins da mansão. Em seu faro, um cheiro conhecido que o tornava atordoado. Corria como um antílope, o jardim era a fonte de alimento dos seus amiguinhos. Começou a considerar que a jovem Priscila II estivesse envolvida nisso.  Grande pena! O jardim entre a palha e as sementes coletadas  já zia sob fogo ardente.
— Por que, tia, ele se arrisca tanto por aquelas flores e frutinhas amiudadas? Ele pode morrer por lá.
Mal sabia a jovem que ele havia nascido junto ao jardim. Num parto oculto e triste, pois sua mãe negaria favores dos patrões.  Nas vésperas de seu nascimento, feliz, encomendou as flores e todo o serviço de sua construção. Somente a tia de Priscila sabia disso e omitia de todos a historia para evitar um escândalo na família e diante da sociedade e, principalmente, para não reconhecerem nele um novo herdeiro.
Quando o fogo cessou, desapareceram com ele os vestígios do jovem Randolph. Debruçada sobre o umbral, sorria ocultamente  Neferina

 

Brincando com os mortos

Em uma noite iluminada por uma lua minguante num céu sem estrelas, quatro jovens resolvem fazer o famoso "jogo do copo".

Reúnem-se na casa do mais velho, o líder da turma. Depois de uma oração em tom de brincadeira, começa a sessão de perguntas para o pseudo-espírito na mesa.

- Qual o seu nome? Pergunta uma das meninas da turma.

O copo se move para as letras formando a palavra P-A-L-H-A-Ç-O. Todos ficam assustados com o movimento, mas acham estranho que tenha se formado essa combinação. Exceto o líder da turma, que solta uma gargalhada quando a palavra é formada.

- O que você quer? Pergunta o segundo jovem:

P - U - M. É a palavra que aparece no tabuleiro. O jovem líder cai na gargalhada, solta o copo e sai de perto do tabuleiro:

- Essa brincadeira é cretina, estúpida. Fui eu quem fez o copo se mexer. Viram como isso não funciona?

- Cuidado. Não fique brincando com essas coisas. Você pode ser castigado - Retruca a pequena jovem.

Todos vão embora da casa do rapaz, indignados coma brincadeira sem graça do amigo. Como já era tarde, ele se prepara para dormir. Entra em seu quarto, deita em sua cama e começa uma oração. No meio de sua prece, ele sente uma dor muito forte no peito. Seu pijama azul tem uma mancha escura e que vai aumentando. O jovem coloca a mão na boca para conter um grito, mas percebe que sua boca também está sangrando. Seu nariz pinga mais sangue ainda, marcando o chão com poças avermelhadas.

Desesperado, ele vai ao quarto de seus pais e os encontram enforcados, pendurados no lustre sobre a cama, movimentando seus braços em busca do corpo do rapaz. Os gritos e palavras mórbidas ecoam por toda a casa:

- Maldito. Porquê você fez isso?

O jovem corre para fora de casa e bate na porta da casa de seus amigos. Ninguém atende. Seus gritos misturados com suas lágrimas pintam seu rosto de vermelho.

Cansado de gritar, ele fica em silêncio, mas ouve algumas gargalhadas. Tentando descobrir de onde vem as vozes, ele corre em direção ao som, e percebe que saem da garagem de sua própria casa.

Ao abrir a porta, ele se depara com uma cena macabra: Seus três amigos, sentados no chão, fazendo o jogo do copo. As gargalhadas eram assustadores, como crianças que se divertem com um brinquedo novo. Chegando mais perto, o jovem percebe que o copo se movia sozinho, sem nenhum dedo no tabuleiro. O copo fazia movimentos repetitivos para as palavras P-A-L-H-A-Ç-O. Movimentos cada vez mais rápidos formavam a palavra P-A-L-H-A-Ç-O, P-A-L-H-A-Ç-O, P-A-L-H-A-Ç-O, até que o copo explode.

Assustado, suado e com muito medo, o jovem acorda. Sim, foi um sonho. Ele olha a sua volta e não há sangue. O silêncio reina pela casa. Mais calmo, ele vai até o banheiro, onde tem uma surpresa ao se olhar no espelho: Seus olhos e sua boca, vermelhos de sangue, formam uma pintura de palhaço. Mesmo jogando água em sua face, a mancha não sai. Em um ato de desespero, o rapaz corre para o quarto dos pais. Quando ele abre a porta, encontra seu pai de pé, em frente à porta com uma arma na mão. Antes que ele pudesse pronunciar qualquer palavra, um único som toma conta de toda a casa: P-U-M.

No dia seguinte, todos os seus amigos vão ao velório de seu colega: O jovem palhaço que morreu com um tiro na cabeça.



O jogo do copo
Quatro jovens resolveram fazer uma brincadeira um pouco fora do comum para sua idade. Um deles leu em uma revista de esoterismo como fazer o jogo do copo. Um sistema de comunicação com o além chamado OUIJA.

Um dos garotos sabia que seu pai tinha um tabuleiro. Resolveram comprar um copo e começar a sessão. Esperaram seus pais saírem de casa para acenderem as velas na sala e iniciar os trabalhos. Algumas rezas, piadas e movimentos dos garotos no copo, um deles resolve fazer as perguntas sérias:

- Tem alguém ai?

E o copo se movimenta para o sim

- Qual é o seu nome?

E o copo vai para a palavra não.

- Você é homem ou mulher?

O copo treme repentinas vezes e para. Os jovens começam a gostar da brincadeira:

- Você era careca?

Todos caem na gargalhada e o copo não sai do lugar.

- Como você morreu?

O copo volta a tremer mas não sai do lugar. Os rapazes insistem e a pergunta foi repetida três vezes, até que o jovem que perguntava pede uma prova da existência de um espírito na sala:

- Se há alguém nessa sala, dê um sinal.

Nesse momento o telefone toca repentinamente. Eram 22:00. Os jovens ficam assustados num primeiro instante, mas depois se acalmam e começam a dar risada da situação. Da coincidência do telefone tocar. Eles não atendem ao telefone e o mesmo para de tocar. Depois de um pouco de hesitação, decidem voltar a brincadeira.

De volta ao tabuleiro, o jovem repete a pergunta:

- Tem alguém ai? Dê-me uma prova que você está ai...

Novamente o telefone toca. As crianças ficam assustadas e deixam o tabuleiro cair. As peças se perdem pela sala enquanto os ruídos incessantes do telefone ecoam por toda a casa. Os jovens criam coragem e resolvem atender ao telefone. Num lançe de desespero e impulsionado pelos amigos, o jovem pega o telefone e diz com uma voz tremula:

- Alô?

Silencio absoluto. Algumas gargalhadas dos garotos e mais uma tentativa:

- Alô? Alô? Tem alguém ai? Em tom de brincadeira

Mas, ao invés de silêncio, uma voz sai do fone:

- Essa é a prova

Todas os jovens saem correndo de casa, desesperados, pedindo a Deus por suas vidas e prometendo nunca mais brincar com os mortos.