quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Lições que aprendemos com os filmes de terror

Lição 1: Nunca brinque com tábuas Ouija, livros de convocação de demônios, quebra-cabeças que abram portais para o inferno e tecnologia de DNA. O feitiço sempre voltará contra o feiticeiro.
                 
                 APRENDEMOS COM: (Atividade paranormal)



Lição 2: Nunca compre uma casa perfeitamente linda cujo o valor é bem abaixo do que deveria ser. Nessas casas costumam ter de brinde um fantasma, espirito ou demônio. 

             APRENDEMOS COM: (terror em amytivile, a casa dos sonhos e invocação do mal)



Lição 3: Se escutar um barulho estranho pela casa não vá ver o que é. Repito NÃO VÁ VER O QUE É. É nesses momentos que o psicopata\maniaco\fantasma\demonio\etc aparece bem atrás de você.

                                APRENDEMOS COM: (Sobrenatural\ invocação do mal)

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Lição 4: Você está tomando um banho gostoso e de repente sente alguém te tocando. Se não for seu namorado(a) ou amante, saia do banho imediatamente. Deu uma paradinha para olhar no espelho e viu alguém atrás de você que, ao se virar, não estava lá? Saia de casa correndo peladão mesmo. Entidades fantasmagóricas taradas são do pior tipo. Não aceitam um fora.

                                 APRENDEMOS COM:(Espelhos do medo\psicose)


Lição 5: Proteja-se andando em grupo. Um grupo grande tem maiores chances numa luta e, se você tiver que fugir, tem sempre um idiota que fica olhando embasbacado para o monstro sem conseguir se mexer, o que vai distraí-lo tempo suficiente para você e os outros darem o fora, Ou proteja-se andando sozinho. Um indivíduo solitário tem mais chances de sobreviver se escondendo. Além do mais tem sempre uns histéricos em grupos que adoram dar chilique na hora em que vocês topam com o monstro dormindo. E é virtualmente impossível você calar a boca dessas criaturas sem senso.

                            APRENDEMOS COM: (Sexta feira 13)

Lição 6: Não saia 4 horas da manhã, sozinho para ir comprar cigarro. Pode ser que na volta você encontre visitantes inesperados em casa.

                                         APRENDEMOS COM: (Os estranhos)




Lição 7: Não invente de passar as férias em uma casa solitária no meio dos matos ou ir acampar numa floresta macabra. É nesses lugares que psicopatas preferem atacar.

                                 APRENDEMOS COM: (Doce vingança \ os estranhos\ sexta feira 13)




Lição 8: Nunca entre em um carro sem verificar se tem alguém no banco de trás. Os psicopatas geralmente tem o dom de entrar de fininho em qualquer marca de carro sem ativar o alarme, sem quebrar o vidro, tudo na maior discrição.

                             APRENDEMOS COM: (Os estranhos)

Lição 9: Caso resolva passar uns dias na floresta pesquisando seja lá qual merda for e algo agarra seu melhor amigo do nada na agua, corra e procure um lugar seguro, jamais tente entrar na agua para “investigar” o que aconteceu com o idiota.

                                               APRENDEMOS COM: (Anaconda\ tubarão\ piranhas)



Lição 10: Seu amigo palerma resolve quebrar a perna logo em um lugar deserto onde não se pode encontrar ajuda, então vocês avistam uma enorme casa\fabrica\hotel\fazenda abandonado. Pelo amor de Deus não entre no local, no caso de anoitecer, acampe o mais longe possivel do lugar e espere amanhecer para procurar ajuda. É nesses lugares que Serial killers moram. 

                           APRENDEMOS COM: (Presos no gelo)




Lição 11: Caso você adote uma garotinha aparentemente doce e inocente, mas com o passar dos dias ela se mostra diabolica e fria. Leve a garota o mais longe possivel da sua casa e enxote-a de sua vida. 

                             APRENDEMOS COM: (A orfã e caso 39)






 







 


domingo, 17 de novembro de 2013

Novo conto: A casa

                               A casa



   Juliana, Pitia e Cristina eram três grandes amigas de infância que o tempo e o acaso acabaram separando. Depois de 10 anos sem se ver, acabaram por se encontrar em um restaurante local. A alegria de se verem foi tanta que logo marcaram de sair juntas, decidiram ir passar uma noite na casa onde Cristina havia crescido e onde elas passaram os melhores momentos da vida. A casa estava abandonada a muitos anos, já que Cristina e seus pais haviam se mudado para outra cidade, elas mal sabiam o que lhe esperavam.
   Pela manhã elas se encontraram em frente a casa com suas barracas e colchões , entraram e viram o quanto a casa era escura e suja. O tempo em que esteve abandonado lhe fez muito mal, as paredes estavam cobertas de grandes placas de mofo, o chão possui uma enorme crosta de poeira, as teias de aranha cobriam tudo. Subiram as escadas até o quarto de Cristina e se surpreenderam em ver que ali tudo estava em perfeito estado. O quarto permanecia arrumado, limpo e bem pintado.
   - Não entendo. – Afirmou Cris – Como pode estar arrumado? Já tem muitos anos que ninguem vem aqui.
   - Sua mãe deve ter dado um pulinho rápido aqui e dado uma limpada no seu quarto para a gente dormir.
   - É, pode ser Pitia, mas...
   - Não pira Cris, deve ter sido mesmo sua mãe.
   - Sim, vamos montar as coisas e darmos uma olhada no jardim.
   O jardim possuía lindas rosas e uma fonte que jorrava agua, uma agua apodrecida e escura. Elas ficaram ali um bom tempo relembrando suas historias que mal perceberam que já anoitecia. Um barulho ensurdecedor vindo de dentro da casa lhes assustou.
   - Pode ser um gato, ou algum mendigo que costuma dormir aqui. – Tranquilizou Cristina. – Vamos lá pedir para ele ir embora.
   A casa parecia vazia, não encontraram nem gato, nem mendigo. Então ligaram suas velas e deitaram no colchão que colocaram no quarto, o sono e o cansaço embalaram a noite, todas logo estavam desfrutando de um bom sono.
   Cristina por algum motivo acordou assustada, levantou-se e desceu as escadas até a porta de entrada da casa, saiu e foi até o jardim, ali ela deu de cara com uma linda jovem loira.
   - O que faz aqui? – Perguntou Cris
   - Vim te ver.
   - Você me conhece?
   - É um prazer vê-la. Eu sabia sobre você, mas nunca te vi pessoalmente.
   - Não te conheço.
   - Eu sei  - a loira riu – Adoro seu quarto, lá muitas vezes é o meu refugio contra a maldade daqui.
   - Você mora aqui?
   - A muito tempo, acho que nasci aqui.
   - Desculpe invadir seu espaço, só que essa casa é da minha família, você tem quase a minha idade, então é impossível você ter nascido aqui.
   A moça riu e saiu andando, passou pela Kombi de Pitia que estava estacionada na frente da casa e foi embora. Cristina ficou ali perplexa e confusa, achou aquilo muito estranho e surreal. “Talvez eu esteja em um sonho.”Pensou.
   A noite estava muito fria que fez com que Cristina voltasse correndo pra dentro de casa. Ela queria voltar para seu colchão, dormir e pela manhã procurar a tal moça loira. Entrou e foi até a cozinha, lá ela viu uma garotinha chorando em baixo da antiga mesa de jantar.
   - Me ajude Cristina.
   - Quem é você?
   - Se esconda, se esconda da maldade daqui.
   - O que?
   A garota virou-se e encarou-a. Algo naquele rostinho infantil lhe parecia familiar.
   - Corra – Gritou a garota.
   Assustada Cristina subiu as escadas até o quarto onde suas amigas dormiam tranquilamente e trancou a porta.
   - O que esta fazendo? – Questionou Juliana sonolenta.
   - Tem algo muito estranho aqui.
   - Como assim?
   Instantaneamente algo começou a bater na porta do quarto, as batidas ficavam mais fortes a cada minuto.
   - Quem pode ser?
   - Eu não sei Juli.
   - O que esta acontecendo?
   - Pitia tem algo batendo na porta – Explicou Juliana assustada.
   - Deve ser o vento.
   - O vento agora bate em portas é?
   - Vocês são muito medrosas. -  Pitia levantou-se e foi até a porta.
   - Não abra – Gritaram Juliana e Cristina, mas Pitia ignorou.
   Do lado de fora não havia ninguém, apenas a escuridão.
   - Não há nada do lado de fora.
   Um vulto passou atrás de Pitia fazendo-as gritar de medo.
   - Precisamos sair daqui.  – Informou Pitia
   As três saíram correndo do quarto e desceram as escadas, vozes de crianças rindo ecoaram pela casa, vultos escuros começaram a rodeia-las, desesperadas elas correram até a Kombi.
   - Vamos embora daqui.
   Pitia ligou o carro, mas Juliana enterviu.
   - Não posso ir, minhas coisas estão lá dentro.
   - Amanhã cedo nós pegamos.
   - Não dar Cristina, preciso das minhas coisas. – Juliana desceu da Kombi – Vai levar só um minuto.
   - Eu vou com você.  – Informou Pitia saindo da Kombi.
   - Não me deixem aqui meninas.
   - Não vai demorar.
   As garotas adentraram a casa escura e Cristina ficou na Kombi olhando pela janela do banco do motorista. A moça loira e a garotinha apareceram do lado da janela e acenaram para ela, e Cristina pode perceber a semelhança entre as duas.
   - É sua filha?
   - Não – a moça loira se aproximou cada vez mais perto do carro – Ela sou eu mais nova.
   - Mas como?
   - Você não me conhece e nunca ouviu falar de mim, mas eu sei quem você é. Ouvi muito de você, principalmente do sótão da sua casa onde mamãe e papai me escondiam. Te ouvi crescer.
   Cristina parecia não entender nada
   - A vida é muito difícil para a filha da empregada, principalmente quando você é filha bastarda do dono da casa. Sabe Cris, muitas vezes é preciso varrer o erro pra debaixo do tapete. E foi isso que seu pai fez comigo. Me condenou a crescer e morrer num porão. Me condenou a apodrecer nessa casa para todo o sempre.
   - Saia daqui – Gritou Cristina assustada.
   - Você já me viu criança, jovem e agora veja como estou apodrecida. – Um bafo quente soprou no ombro de Cris – Olhe ao seu lado e me vera.
   O grito de Cristina ecoou por toda a rua, seu corpo, o de Pitia e de Juliana e a Kombi nunca foram encontrados.